O QUE VOCÊ FEZ COM AQUILO QUE FIZERAM COM VOCÊ?




Essa é um fragmento da frase de Jean-Paul Sartre que tem um significado imenso.

O que você fez com aquilo que fizeram com você o autor quis expressar a máxima de como reagimos as intempéries vividas por nós no decorrer da vida.

Nada mais atual não é verdade? A frase completa é assim: o importante não é o que fizeram com você, mas o que você fez com aquilo que fizeram com você.

Extremamente existencialista, esse jogo de palavras nos leva a uma percepção incrível a respeito da vida e também das situações embaraçosas que por vezes enfrentamos no dia a dia.

Saber que aquilo que dizem a seu respeito pode influir positiva ou negativamente em sua vida só depende de você saber dosar a ordem das coisas.

Será que agir de forma intempestiva é a melhor das soluções? Acredito que não, pois na pior das hipóteses isso só garantirá o seu nome no rol da fama dos cães raivosos.

Não ligar para o que dizem ao seu respeito é a melhor saída, ou melhor dizendo, é uma saída de mestre para as artimanhas colocadas no caminho.

Como dizem por aí, fazer ouvido de mercador sempre conforta as mentes mais instigantes a saber reagir de forma proativa e não reativa.

Agir de forma reativa é como disse no início do texto ser intempestivo, reacionário e fã ardoroso de grandes barracos para que seu ego fique satisfeito.

Agora agir de forma proativa sempre balanceia os seus argumentos de forma positiva e benéfica para quem é “beneficiado” com palavras ofensivas e obriga o interlocutor a fazer solilóquios exaustivamente.

Essa é a grande sacada para a frase de Sartre, agir de forma proativa, pois só assim o que fizeram com você vai deixar de ser importante e passará a ser mais uma experiência de glória.

Algumas pessoas ao se deixarem levar pelas frases soltas, muitas vezes maldosas, de outras pessoas passará a não mais viver e enxergar que o defeito está sempre nos outros. Quando a solução está em você.

Deriva a partir daí a projeção do indivíduo em outro indivíduo, projetamos nossas sombras no outro, sempre à procura de algum detalhe que destaque negativamente o próximo; como já falei sobre esse assunto aqui no blog.

Isso nos torna mais apreensivos e cada vez mais recalcados com nós mesmos, como diria Sartre em outra oportunidade: o inferno são os outros! Mas isso caro leitor será tema para outro texto.


Randerson Figueiredo

Sou um entusiasta da escrita, meu objetivo com este blog é divulgar de forma simples e dinâmica filosofia, espiritualidade e psicologia analítica e levar a você, caro leitor, o que há de melhor nestas três esferas de conhecimento.

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